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Me permiti lamentar.


Me permiti lamentar. Por tudo que fomos. Por tudo que quase fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por não termos conseguido. Me permiti liberar todo aquele amontoado de sentimentos que estava invadindo minhas lembranças e entristecendo meu coração, me lembrando de tudo o que não chegou acontecer. Me permiti por tudo o que perdemos, por termos nos perdido. Por todos os planos que não aconteceram, por todos os sonhos que não vivemos. 

Em frente.

Respirei fundo e continuei em frente. Tudo ainda me abalava muito, mas eu sabia que ficar parada ali, esperando que algo mudasse ou que você mudasse, não adiantaria. Inúmeras vezes senti aquele aperto no peito que dizia “volta que vai dar certo, dessa vez será diferente”. Mas lembrei de todas às vezes que voltei. Lembrei de todas as chances que eu te dei. Por fim lembrei que em nenhuma você mudou, melhorou ou valorizou. E no meio de todas essas lembranças percebi que ninguém muda, ou seja, percebi que você não vai mudar. O que aliás é uma pena, me deixa triste saber que gastei tanto tempo em vão com uma pessoa que no fim, não tinha nada para me oferecer. O coração ainda dói, o peito ainda aperta, mas já não é por saudades ou por vontade de voltar atrás. Dói e aperta, por saber que um sentimento tão lindo que poderia ter acontecido, não aconteceu por bobeira sua, por orgulho seu, por ignorância sua, por descaso seu. O caminho que escolhi é o do amor. O do amor recíproco, companheiro. Escolhi deixar na minha vida somente o que for verdadeiro, o que for correspondido. Agora para ser parte da minha vida, o abraço dado precisa ser apertado, o sorriso precisa ser sincero e o beijo precisa ser com amor. Por isso, não estranhe essa minha mania de querer apenas sorrir e de apesar de tudo, ainda te desejar o bem. Desejo que siga seu caminho e encontre outro alguém. É  que agora é só assim que eu vou passar a enxergar a vida: com simplicidade e boa vontade, para permanecer só aquilo que me trás felicidade. É assim que eu acredito que vale a pena viver. (Escrito por Bárbara Flores)

Lembranças.

Sabe quando em algum momento, vem do nada aquela lembrança? Sabe quando do nada começa a tocar aquela música e automaticamente você já imagina aquela pessoa? Sabe quando você está andando na rua e de repente vem aquele cheiro, aquele perfume e na hora vem a imagem da pessoa na sua mente? Sabe quando você encontra a pessoa em qualquer verso, em qualquer música, em qualquer trecho? Sabe quando você simplesmente se perde em seus pensamentos e quando percebe já está imaginando coisas, fazendo planos, traçando sonhos? Sabe quando você não consegue controlar seus pensamentos e nem evitar suas lembranças? E você acaba lembrando de todas as chances que teve, de todos os momentos que viveu, de todos os sorrisos que recebeu, de todos os abraços que deu. E você percebe que você queria poder reviver novamente, que queria poder tentar fazer diferente. Mas não dá. Já foi. Você já teve suas chances e você já deu muitas chances, não tinha como dar certo, não tinha como ser diferente. Tudo aconteceu da forma certa, mesmo que tenha dado errado. Já passou. O tempo passou, as coisas mudaram, os caminhos mudaram, suas vidas mudaram. Não é fácil lembrar, não é fácil aceitar, mas certas coisas não foram feitas para durar, foram feitas para ficar apenas nas lembranças. (Escrito por Bárbara Flores)

Individualidade (...)

Chega uma hora em que se precisa sair do berço. É necessário ter nas mãos o poder de construir o seu próprio destino. Sair debaixo de toda dependência, para seguir o próprio caminho. É preciso fazer as escolhas que realmente deseja fazer e ter consciência das consequências dessas escolhas. A gente se afasta da proteção materna e cria uma proteção para nós mesmos. Passamos então, a não nos importar se está bom ou ruim pra alguém, o que interessa é se está da nossa maneira não é mesmo?! Assim, como sair e voltar para casa na hora em que der vontade. Os tempos de criança ficam nas lembranças trazidas a tona pelas fotografias e canções perdidas no tempo, os momentos se fazem com a vivência e viver é sinônimo de liberdade. Caminho, destino, infelizmente a construção desses se começa sozinho. E isso é bom, é bom crescer... Mas ás vezes eu sindo falta, de sentir a falta dessa individualidade. Não entendeu?! É que ser sozinho assim as vezes é muito ruim. Eu sinto falta do tempo de criança em que quando eu me machucava, era só sair correndo, chorando, para colo da minha mãe e ela me abraçava, passava um remédio milagroso e tudo ficava bem. Acontece que quando a gente cresce e vira "dono" da própria vida os machucados deixam de ser na pele e passam a ser no coração. E esses ferimentos, infelizmente, são os mais difíceis de curar.

Seis filmes para assistir nas férias.

Julho: mês de férias, sem aulas, sem escola, sem faculdade, mais tempo livre. Mas muita gente assim como eu, que trabalha e infelizmente não tem como viajar e sair para alguns lugares, então o que acaba restando é procurar o quê fazer em casa mesmo, ou seja: filmes. Por isso separei alguns filmes de romance/comédia que eu particularmente a-m-o como sugestão para vocês assistirem agora nas férias. Tenho certeza que se assistirem vão adorar também.
Um dia: cá entre nós, de todos esse é um dos que mais gosto, principalmente por conta do livro. Sou extremamente apaixonada pelo livro, mesmo que o final tenha partido meu coração, ainda assim o decorrer da história, conta a história de amor (ou quase) de Dexter e Emma, o modo como falam sobre os sentimentos e a vida deles é apaixonante! Se você resolver assistir, tenha certeza que vai se emocionar bastante! 
Sex and the City: é uma das minhas séries favoritas, então fiquei bem animada quando o filme foi lançado. E esse filme é realmente muito bom, porque além de mostrar as 4 amigas (e ser um filme sobre AMIZADE) também fala sobre recomeços. É um filme que se passa num período de um ano praticamente, e adoro de como a história mostra várias coisas e como é possível nossa vida mudar tanto num curto espaço de tempo. 
Loucamente apaixonados: o filme me encantou, os personagens são movidos pela emoção, mas mesmo assim não deixam a razão e os sonhos individuais de lado. Conta a história de Jacob, americano, e Anna , britânica, que se conhecem e passam a viver um amor jovem e profundo, tudo muda quando Anna é banida dos EUA e precisa voltar ao Reino Unido, pois seu visto venceu e ela continuou nos EUA durante as férias daquele verão, uma atitude jovem e inconsequente tomada no calor da emoção que trouxe grandes problemas para essa história de amor. O filme mostra que por mais que a gente ame alguém, ás vezes não era para ser eterno. A vida precisava seguir. Eles precisavam dar-se a chance de construir algo e infelizmente não era um ao lado do outro.
As vantagens de ser invisível: quando li a sinopse do filme não dei nada, mas quando assisti me encantou totalmente! Conta a história de vida Charlie e a reviravolta que sua vida deu quando conheceu Patrick e Sam. Não é uma historinha adolescente clichê qualquer, o enredo, a narração, é realmente encantador, se assistirem tenho certeza que vão adorar. 
Delírios de Consumo de Becky Bloom: um clássico na lista de várias meninas que amam moda, beleza e comédia romântica. Conta a história de Rebecca, uma jornalista ambiciosa, divertida e desastrada. Uma história divertida e cativante, que faz com que a gente repense nos nossos erros, atitudes e ambições.  
Lembranças: uma história de amor que nasceu entre tragédias. No decorrer da história torna-se um daqueles filmes clichês românticos, mas também é surpreendente. Conta a história de Tyler e Ally que se apaixonam loucamente e começam a viver um romance explosivo e cheio de obstáculos. 



Sonhar acordado.

Não importa com quanto sono você esteja, quando chega a noite e você vai deitar, os pensamentos e os sentimentos simplesmente te dominam. Você simplesmente não consegue controlar, não consegue evitar. As memórias fazem questão de passar e repassar como um filme todas as lembranças. Você não consegue se concentrar e acaba pensando em todas as coisas que poderia ter dito, que poderia ter feito. Acaba sonhando com diálogos que no fundo sabe que nunca vão acontecer e sonhando com momentos que sabe que já perdeu a oportunidade de viver. Acaba se dando conta que poderia ter feito um pouco mais e prometendo para si mesmo que se tiver uma outra oportunidade fará diferente, será diferente. Mas no fundo você sabe, chega na hora faz tudo do mesmo jeito, o coração é bobo, é mole, não aguenta. Não importa quão cansado esteja, com quanto sono esteja, é impossível não lembrar e pensar em tudo o que aconteceu, não somente durante o dia, mas durante a vida. Não importa, é bobeira da gente, a gente tem essa mania mesmo de sonhar acordado, e a gente sonha, e imagina, e pensa, e planeja até pegar no sono. E quando amanhece continuamos do mesmo jeito, até chegar novamente a noite e novamente os mesmo pensamentos. E vai continuar sendo assim, até criarmos coragem o suficiente para correr de verdade atrás daquilo que realmente nos importa. (Escrito por Bárbara Flores)

Em frente.

Na verdade, nós não sofremos pelo que se afastou, mas sim pelo o que permanece. Sofremos pelas lembranças dos bons momentos, pela lembrança do cheiro, do perfume, do jeito, sofremos por saber que não viveremos novamente aquelas lembranças, não sentiremos novamente aquele cheiro, aquele perfume, e não veremos mais aquele jeito. Sofremos por nos sentirmos um nada, para quem é tudo para nós. Sofremos pelo pedaço que além de tomar nosso pensamento, também domina o coração. Sofremos lembrando, mas também nos sentimentos felizes lembrando daquele sorriso, que mesmo á um um oceano de distância é capaz de arrancar um sorriso seu, mas logo lembramos que já foi, já era, já passou e caímos de volta na realidade. E aí você ouve um nome, escuta uma música, vê uma foto e sente saudade, e dá vontade de estar por perto, de voltar atrás, de tentar de novo, mas certos sentimentos no fundo a gente sabe que por mais intensos que sejam não foram feitos para serem eternos. E continuamos seguindo nosso caminho, mesmo que a saudade bata, mesmo que a lembrança doa, mesmo que o coração implore, seguimos em frente. Afinal por mais que dê vontade de voltar atrás, o sentido da vida é para frente, o sentido da felicidade é para frente, então em frente. (Escrito por Bárbara Flores)

Marcas e momentos.

Certas coisas a gente até perdoa, mas é impossível esquecer, deixam marcas eternas em nossos corações, e no fundo todos somos feitos disso: marcas. Marcas de bons momentos que passaram e não voltam mais, marcas de pessoas que nos magoaram, marcas de pessoas que entraram e saíram da nossa vida. Marcas de sonhos que não se realizaram, de objetivo que não se alcançaram e de promessas que não foram cumpridas. E são essas marcas que definem quem fomos, o que fizemos e deixamos de fazer e elas que definem se o que passou valeu a pena ou não. E são essas marcas que nos impedem de cometer erros passados ou que nos incentivam a cometê-los. A vida é feita de marcas, de momentos, de decisões, então procure fazer suas decisões com o coração, porque tudo que é de coração vale a pena, e tudo que vale a pena faz bons momentos, deixa boas marcas e as melhores lembranças. (Autora: Bárbara Flores)