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Esperança.

Somos máquinas de esperança. Temos o poder de crer que de alguma forma tudo vai ficar bem, que tudo vai se ajeitar, que tudo vai voltar aos trilhos, mesmo nos piores momentos. Temos o poder de consolar alguém, mesmo que estejamos sentindo dor também.Continuamos a ter esperança, mesmo quando sabemos que algo não tem como dar certo. Não tem jeito, somos assim. Não conseguimos aceitar que certas coisas são necessárias, não aceitamos que tudo tem seu tempo, que tudo tem seu limite. Continuamos insistindo, com esperança de que tudo vai voltar ao normal, que a vida vai voltar aos eixos, mas existem certas ocasiões que não tem como, não tem jeito, não dá. Não estou dizendo que não temos que ter esperança, ou que esperança é algo ruim, temos que ter esperança sim, mas temos que ter muito cuidado com ela também. A esperança é algo muito bom, é uma âncora, um ponto de equilíbrio, mas da mesma forma que ela pode nos salva, ela pode quebrar nosso coração. O que estou tentando dizer é que não desperdice suas esperanças, não à insista em ilusões. Aceite por mais que doa que não vale a pena insistir e se doar por tudo, tudo dura até onde tem que durar, até o limite esgotar, até chegar a hora de renovar, de recomeçar e seguir em frente, com a certeza de que o que podia ter feito, você fez. E com a esperança de que agora, finalmente tudo vai melhorar. (Escrito por Bárbara Flores)

Decidi.

Decidi que não vale a pena se entregar, se doar, se não for para receber na mesma dose também. Decidi que não vale a pena quebrar a cabeça, me esforçar, tentar, se não for para você se esforçar também. Decidi que não vale a pena insistir em algo que não está dando nenhum retorno para mim. Decidi que só vale a pena se for recíproco, correspondido, equilibrado, na mesma dose. Decidi que só vale a pena se tiver harmonia, igualdade, estabilidade. Decidi que só vale a pena se o sentimento, se a vontade, se o esforço for mútuo. Decidi que só vale a pena se for para ser companheiro, amigo, amante. Decidi que sou inteira demais para aceitar alguém pela metade. Comigo meu bem não tem essa de oito ou oitenta, ou se entrega ou não se entrega, ou ama ou não amar, ou que ou não quer, ou valoriza ou então vai embora. (Escrito por Bárbara Flores)

A gente se cansa.

Eu perdi aquela necessidade de demonstrar toda hora? A gente costuma ter essa necessidade de querer mostrar e provar tudo o que a gente sente, tudo o que a gente acredita,  mas ás vezes chega em um certo ponto em que a gente se cansa, se esgota. A gente se cansa de ficar insistindo em alguém que não corresponde a gente, a gente se cansa de ficar persistindo em algo que não dá retorno alguém para nós. É mais ou menos do jeito quando a gente era criança: a gente gostava muito de um brinquedo, e ficávamos tentando dar corda, continuar com ele mesmo quebrado, mesmo depois de ter tentado consertar, mesmo depois de sabermos que não tem conserto, mas insistíamos, mas uma hora a gente se cansava do brinquedo porque ele não fazia mais nada por nós. E mesmo deixando de ser crianças, não mudamos muito: mesmo a gente sentindo que não está dando mais certo, mesmo a gente que já tenha tentado consertar, mesmo que a gente sabe que certas coisas não são para sempre, a gente continua insistindo, continua teimando até a gente cansar de quebrar a cara e quebrar o coração. Eu perdi essa necessidade que querer demonstrar toda hora sabe? Essa necessidade de querer teimar, de querer insistir que tudo dê certo sempre. Mas tudo bem, é normal, todo mundo se cansa depois de uma decepção, depois de uma ilusão, depois de ter quebrado a cara e machucado o coração. (Escrito por Bárbara Flores)