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A gente nunca sabe.

A gente nunca sabe se vai durar uma noite ou um mês, se vai durar um ano ou a vida inteira. A vida é curta, o futuro é incerto, o destino muda, os caminhos se transformam. Na mesma hora que está tudo bem, já não está mais. Na mesma hora que está tudo caminhando certo, alguma coisa desanda. A vida é incerta, o tempo é incerto, o destino é incerto, o amor é incerto. Bate o medo, a indecisão, o receio. Dá um friozinho na barriga só de imaginar o novo, o recomeço, só de imaginar não saber o que vêm pela frente. Dá um medo de ter que começar tudo do zero, replanejar, refazer, recomeçar. Dá um medo tentar novamente e se decepcionar. Tudo bem ficar com medo, eu sei que não é fácil, faz parte, é por instinto, é por proteção que a gente fica com um pé atrás quando se trata em ter uma nova chance ou dar uma nova chance. A gente fica com medo da frustração, com medo de mergulhar de cabeça, de dar o máximo, de se entregar de corpo e alma e não ser correspondido da mesma forma. Eu sei que dá medo de não dar certo, de ser em vão, mas a gente tem que arriscar, aproveitar os segundos, viver os momentos, usufruir dos sentimentos. A gente tem que valorizar o agora, a presença, a companhia. Tem que valorizar o abraço, os gestos, o olhar. A gente tem que tentar e retentar enquanto temos a chance, afinal a gente nunca sabe se vai durar uma noite ou um mês, se vai durar um ano ou a vida inteira. (Escrito por Bárbara Flores)

Tá tudo bagunçado.

Meu quarto, minha vida, meu coração, tá tudo bagunçado. Os sentimentos desorganizados, as emoções uma desordem, o amor atrapalhado, as sensações confusas, o coração um caos. Tá uma baderna, um tumulto, uma rebelião, um conflito. Tá uma agitação, um alvoroço, uma incerteza, uma pertubação. Tá tudo desarrumado, desentendido, desalinhado. A única certeza que eu tenho é que o amor é uma arte e nem todo mundo é artista. Há certas coisas que a gente não pode fazer nada, só aceitar que nem tudo é como a gente quer e muito menos como a gente espera. E seguir em frente e só. É a vida. (Escrito por Bárbara Flores)